Santa Leopoldina encontra-se na região serrana do Estado do Espírito Santo, na Rota Caminhos do Imigrante, e conta com uma população média de 12.255 habitantes. Está localizada na Região das Três Santas (Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Santa Leopoldina), a 48 km da Capital Vitória. É uma das maiores atrações turísticas do Estado, sendo reconhecida como uma cidade de grandes belezas naturais, históricas e culturais. Seus marcos turísticos principais são: Escadaria Jair Amorim, Igreja Matriz Sagrada Família, Monumento ao Imigrante, Museu do Colono, PCH Suíça, Rio Santa Maria da Vitória, Rodovia Bernardino Monteiro, Sumidouro do Funil, dentre outros.

 Sua localização geográfica fica na Mesorregião Espírito- Santense e na Microrregião Colonial Serrana Espirito- Santense. É limitada, ao norte, pelos municípios de Itarana e Santa Teresa; ao sul, pelos de Domingos Martins e Cariacica; a leste, pelos de Fundão e Serra; a oeste, pelos de Itarana, Afonso Cláudio e Santa Maria de Jetibá.  Hoje, Santa Leopoldina conta com uma área de 724 quilômetros quadrados, dos quais 57% tem declividade entre 30% e 100%.

Seu relevo, modelado em rochas cristalinas, é montanhoso, com altitudes que oscilam de algumas dezenas de metros a consideráveis 1.200. A parte Noroeste é sensivelmente mais elevada, com altitudes que atingem 1200 metros. As principais serras são: Tijuco Preto, Garrafão, Bragança, Boqueirão, Circo Feliz, Pedra Branca, Pelada e da Chave; e os morros de maior altitude são o Scoefer, o Afonso, Magu, de 950 m, e o Pico da Andorinha.

 O contorno do município lembra “uma grande folha irregular, em que a nervura principal é o Rio Santa Maria da Vitória e, as nervuras secundárias, seus numerosos afluentes”, define o escritor João Ribas da Costa, em seu livro Canoeiros do Rio Santa Maria.  Por esta passagem, já se pode constatar que o Município apresenta rede hidrográfica bastante densa, constituída pela bacia do rio Santa Maria, em cujo curso se confluem as cachoeiras da Fumaça e da Suíça. Nesse sentido, os destaques da formação hidrográfica são os rios Reis Magos e Santa Maria da Vitória, correndo por 219,2 e 504,8 quilômetros quadrados, respectivamente. Há também outros rios: Mangaraí, Caramuru e das Farinhas, segundo o departamento Estadual de Estatística (DEE). Por fim, Santa Leopoldina abriga a estação Hidrelétrica de Suíça, que mantém produção média anual de 99.479,5 KWH.

O clima do local é tropical megatérmico e subúmido. A temperatura média situa-se em torno de 23,5 °C. A vegetação original do Município é caracterizada pela Floresta Atlântica de Planície e Encosta. Seus solos predominantes são os desenvolvidos, profundos ou pouco profundos, argilosos ou areno-argilosos e ácidos – que podem conter elevados teores de matéria orgânica. São solos bem drenados, pouco erodíveis e de baixa fertilidade natural.

 Nota-se que o Município de Santa Leopoldina está dividido em três Distritos, sendo eles: Sede, Djalma Coutinho e Mangaraí. Por sua vez, estes são formados por várias comunidades, abaixo relacionadas:

 

 Sede: Santa Leopoldina, Chaves, Rio do Norte, Santo Antônio, Rio da Prata, Pedra Branca, Caioaba, Ribeiro Limpo, Luxemburgo, Rio das Farinhas, Caramuru de Baixo, Caramuru, Rio Bonito, Cabeceira do Rio Bonito, Timbuí Seco, Cavu, Crubixá, Ribeirão dos Pardos, Bragança, Luxemburgo de Baixo, Alto Jetibá, Cabeceira de Suíça, Rio das Pedras, Córrego das Pedras e Crubixá-Açu.

 Djalma Coutinho: Santa Lúcia, Encantado, Encruso, Carneiros, Bom Futuro e Colina Verde.
 

Mangaraí: Barra de Mangaraí, Mangaraí, Retiro, Rio do Meio, Boqueirão do Santilho, Holanda, Meia Légua, Holandinha, Califórnia, Boqueirão do Thomas, Tirol, Alto Califórnia, Regência, Três Pontes, Vargem Grande, Campo Ribeiro e Capitania.

 Em relação aos aspectos sociais da região especialmente relacionados à urbanização, o lX Recenseamento Geral do Brasil contou, em 1980, o total de 6.188 prédios e 5.866 domicílios. Vale observar que, dentre os domicílios particulares ocupados, 578 localizavam-se na zona urbana e 4.432 na zona rural. O PIB da região, conforme dados apurados no ano de 2008, atingiu o montante de R$ 51.181.000,00, sendo que a base econômica do Município é bastante equânime com relação aos setores de agropecuária (47,9%) e de comércio e serviços (46,68%), restando apenas 5,82% destinado a outras fontes de desenvolvimento da economia local.

 Ademais, havia 301 consumidores de energia elétrica na Sede Municipal, em 1981. Dos prédios existentes, 278 estavam ligados à rede de abastecimento de água e 259 à rede geral de esgotos sanitários.

Já quanto à assistência médico-sanitária, é importante mencionar que esta fica a cargo de 1 estabelecimento, sendo o corpo de saúde constituído por 4 médicos, 2 dentistas, 3 farmacêuticos e 4 auxiliares de enfermagem. Além disso, em Santa Leopoldina funcionam 3 farmácias e drogarias. E, em 1981, exerciam suas profissões no município: 3 agrônomos, 3 contadores e 5 técnicos de contabilidade.

 A colonização de Santa Leopoldina foi iniciada em 1856, quando o Conselheiro Couto Ferraz, Ministro do Império, autorizou a demarcação de uma área de 567 km2, à margem do Rio Santa Maria, para a fundação de uma colônia de imigrantes. A colonização teve a participação de portugueses e indígenas, mais tarde substituídos por imigrantes alemães, luxemburguenses e suíços.

 Com o progresso da colônia, tornou-se inevitável a formação de um povoado no local em que havia permanente baldeamento de mercadorias entre os dois sistemas de transporte, os quais se completavam. Com os primeiros ranchos de tropa, armazéns de carga e postos de abastecimento, surgiu o Porto de Cachoeiro. Este, em 1867, tornou-se a Sede Oficial da Colônia, com a denominação de Cachoeiro de Santa Leopoldina. Deu-se o nome de Cachoeiro, devido à localização da sua Sede, que se encontrava no local onde o rio deixava de ser encachoeirado. E, durante cerca de cinquenta anos, o movimento de exportação e importação foi firmemente mantido em prospectivo ritmo. Cachoeiro de Santa Leopoldina chegou a ser a 3ª colônia mais populosa do Império. O comércio intenso e o casario ao gosto neoclássico que se erguia fizeram com que, em 1882, a colônia se emancipasse.

 Pela Lei nº 21, de 04/04/1884, foi instituída enquanto Município e, em 17/04/1887, o Município foi oficialmente instalado por meio da Câmara Municipal, constituída de seis Vereadores: Alferes José das Neves Fraga (Presidente), Antônio José de Araújo (Vice-Presidente), Luiz Holzmeister, Gustavo Pinto do Nascimento, Antônio Correia do Nascimento e Domingos Francisco Lima. Cachoeiro de Santa Leopoldina se destacou em tudo: apenas onze anos após a revolucionária invenção de Alexandre Graham Bell, o telefone dava os primeiros passos no Rio de Janeiro e já funcionava em Santa Leopoldina, passando pelas ruas Costa Pereira e Taunay Telles, nos termos da autorização da Câmara Municipal, constante do Ofício nº 79, de 31 de outubro de 1887. Em 1889, instalou-se a Comarca pelo Dr. Domingos Marcondes de Andrade, seu primeiro Juiz de Direito – cargo que, no ano seguinte, foi exercido pelo jovem Graça Aranha, que lá se inspirou para escrever o famoso romance Canaã.

 A Vila do Cachoeiro de Santa Leopoldina foi alçada à atual categoria de município, por meio do Decreto Estadual nº 12, de 17 de abril de 1890. Já no que tange à criação dos Distritos, o Distrito da Sede foi instituído por meio da Lei Provincial nº 21, de 04 de abril de 1884, e o Distrito de Mangaraí, Djalma Coutinho e Jetibá (Hoje Santa Maria de Jetibá), por meio da Lei Provincial nº 24, de 17 de setembro de 1888.

 Santa Leopoldina foi o Município de maior extensão territorial do Espírito Santo até 1890, quando parte de sua área foi desmembrada para a chamada Comuna de Santa Teresa. Um ano depois, mais duas amplas áreas se desligaram para a formação dos municípios de Afonso Claudio e Itaguaçu.
 

 Cachoeiro de Santa Leopoldina tornou-se o maior empório comercial do Espírito Santo, motivo pelo qual grandes firmas da Europa despachavam seus viajantes diretamente ao Porto de Cachoeiro. O grande movimento assegurou uma posição social de relevo e, por isso, suas festas eram muito concorridas e apetecidas. Vinham pessoas até do Rio de Janeiro, na época do Carnaval, quando as ruas ficavam multicoloridas de confetes e serpentinas, e onde Brasil Acorda e Rosa do Sertão eram os blocos carnavalescos mais animados. O primeiro Prefeito foi Duarte de Carvalho Amarante e seu mandato durou de 1914 a 1916.

 Em 1919, por suas serras rodaram os primeiros caminhões da época, Saurer e Mullang, tão logo foi inaugurada a rodovia Bernardino Monteiro, que liga Santa Leopoldina a Santa Teresa. Destacou-se que um desses caminhões foi adaptado para o transporte de passageiros, tornando-se o primeiro ônibus da região - como precisava subir muito, em razão das típicas serras, restou apelidado de “Alpino”.
Na mesma data, inaugurou-se o serviço de iluminação pública da cidade e, em 1930, a rodovia que liga Santa Leopoldina a Cariacica. Ocorre que, ao contrário do que se imaginava, findaram-se os dias de glória e esplendor, ao se constatar que o Rio Santa Maria da Vitória era o real esteio da economia, e não a rodovia, como se supunha.


 Os cargos de Vereador e Prefeito Municipal foram criados pela Reforma Constitucional de 13 de maio de 1913. Anteriormente, os Poderes Legislativo e Executivo eram exercidos pelo Conselho de Intendência e por um Intendente Geral, que era executor das Resoluções do Conselho, de conformidade com a Constituição Estadual, de 20 de junho de 1891. Já a Constituição do Estado, de 2 de maio de 1892, determinou que os negócios dos Municípios seriam geridos por uma corporação com o título de Governadores municipais, sendo o presidente escolhido dentre eles, em meio a sete componentes. Assim, entre outros, foram governadores municipais: Sérgio Loretto, Sebastião Alberto, Volkart Luiz Holzmeister, Alberto Stange, eleitos todos por sufrágio direto. Cumpre mencionar que o mandato de Vereadores era de quatro anos, e o de Prefeito Municipal de dois anos, eleitos por sufrágio direto, em atendimento aos ditames da Reforma Constitucional de 1913.

 Foram Prefeitos Municipais:
1914 a 1916 – Duarte de Carvalho Amarante
1916 a 1918 – Luiz Holzmeister
1918 – Hortêncio da Silva Coutinho (de 23/05 a 05/09)
1918 – Alberto Stange (de 06/09 a 18/12)
1918 a 1920 – Otávio Índio do Brasil Peixoto
1920 – Dr. Otávio Lengruber (de 02/06 a 10/08)
1920 a 1922 – Francisco Alfredo Vervloet
1922 a 1924 – Otávio Índio do Brasil Peixoto
1925 a 1928 – Francisco Alfredo Vervloet
1928 a 1930 – Carlos João Avancini

 Com a vitória da Revolução de 1930, a Junta Governativa assumiu a direção do Município com os senhores: Porfírio José Furtado de Mendonça; João Daniel Nunes Pereira; e André de Bezerra Lima.


 Essa Junta foi sucedida por Porfírio José Furtado de Mendonça – que exerceu o mandato de 1930 a 1933. Sequencialmente, os mandados se deram conforme o esquema abaixo:
1933 a 1936 – Napoleão Fontenele da Silveira
1936 a 1938 – Djalma Coutinho
1938 a 1946 – César Muller
1946 – Aristóteles Gama (de 03/04 a 03/07)
1946 a 1948 – Edgard Valdetaro
1948 a 1950 – Francisco Schwarz
1950 a 1951 – Carlos Brunow (de 28/12 a 31/01)
1951 a 1955 – José João Robers
1959 a 1962 – Ricardo Luiz Pagung
1962 a 1967 – Luiz Antônio de Almeida
1967 a 1971 – Paulo Antônio Médice
1971 a 1973 – Inimah Ponche
1973 a 1977 – Paulo Antônio Médice
1977 a 1983 – Argeo João Uliana
1983 a 1988 – Helmar Potratz (até maio de 1988)
1988 – Alfredo Leppaus (maio a 31 de dezembro de 1988)
1989 a 1992 – Hélio Nascimento Rocha
1993 a 1996 – Alfredo Leppaus
1996 a 1999 – Hélio Nascimento Rocha (até agosto de 1999)
1999 a 2000 – Lourival Krauser (agosto a 31 de dezembro de 2000)
2001 a 2004 – Idemar Jair Entringer (no primeiro semestre de 2004 deixou o cargo de prefeito) como Roque era presidente da câmara tomou posse para prefeito, ficou até a câmara fazer nova eleição para prefeito, eleito pelos vereadores Fernando Rocha toma posse no Poder Executivo.
2005 a 2008 Fernando Castro Rocha
2009 – Ronaldo Martins Prudêncio (no segundo semestre de 2010 foi afastado do cargo de prefeito), onde o vice Romero Luiz Endringer assume como Prefeito em exercício. Após a cassação do Prefeito Ronaldo, no dia 27.05.2011, Romero Luiz Endringer toma posse como Prefeito Municipal, até os dias atuais.

 Vale observar que, no ano de 2004, com a nova lei, diminuiu-se a quantidade de Vereadores de 13 para 9. Desta forma, foram eleitos, no ano de 2005, os seguintes vereadores: Marcos Adriano Rauta, José Roberto da Rocha, Ângela Leppaus, José Ronildo, Darley Espindula, Carlos França, Arnaldo Nickel, Waldemiro Bathr, Rubens Leppaus. Já em 2008, foram eleitos para o pleito 2009/2012 os seguintes vereadores: Presidente - Darley Jansen Espindula, Vice-Presidente - Janiço João Vervloet, Secretário – José Ronildo Silveira, Tesoureiro – Marcos Adriano Rauta, Hilário Steiner, Valdemiro Barth, Rubens Lepaus, José Lúcio Batista e a Vereadora Ângela Maria Schultz Leppaus.

História...

Porto Cachoeiro.

Posse do Presidende e vice presidente do governo municipal de Santa Leopoldina - 1912.

Um trecho da rua Beira Rio Santa Leopoldina.

Importadores e Exportadores Jeronymo Vervloet.

Usina Hidrelétrica Suíça.

Véu da Noiva.

Escadaria Jair Amorim.

Igreja Matriz Sagrada Família.
 

Monumento ao Imigrante.

Museu do Colono.

Iconografia